Gestora acolhe funcionário com desconforto intestinal em área de descanso no escritório

Quando pensamos em saúde no ambiente corporativo, muitas vezes questões silenciosas e invisíveis são ignoradas. As doenças inflamatórias intestinais (DII), como Crohn e retocolite ulcerativa, estão entre essas condições. Apesar de afetarem milhões de pessoas, seu impacto sobre o trabalho e o bem-estar dos funcionários costuma passar despercebido pelas empresas e gestores.

O cenário das doenças inflamatórias intestinais na população brasileira

Nos últimos dez anos, as internações relacionadas às doenças inflamatórias intestinais aumentaram significativamente, chegando a um crescimento de 61%, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, com dados do SUS. Em 2015, foram registradas 14.782 internações, número que saltou para 23.825 em 2024 conforme reportado no Instituto IAS. Isso revela que, cada vez mais, as empresas precisam olhar para a saúde digestiva dos times.

Em nossas conversas com gestores, escutamos histórias de colaboradores que precisam faltar com frequência, atrasam entregas ou mesmo pedem desligamento por razões de saúde não compreendidas internamente. Ao ignorar sinais como esses, as empresas perdem a chance de reter talentos, evitar custos inesperados e, acima de tudo, cuidar do ambiente humano.

Como as DII afetam o bem-estar e o desempenho dos funcionários?

Funcionários com DII relatam mais ausência no trabalho e queda de rendimento. Em estudo publicado no Journal of Occupational and Environmental Medicine, 71,5% dos que convivem com a condição afirmaram ter faltado ao trabalho, comparado a 58,2% do restante dos colegas. Em média, são 13,38 dias afastados ao ano, gerando custos anuais incrementais de US$783 por pessoa e quase US$250 milhões nacionalmente segundo pesquisas.

No entanto, o presenteísmo representa um desafio ainda maior. Pesquisadores da Erasmus University Rotterdam encontraram presenteísmo significativo até mesmo em fases de remissão: 62,9% dos pacientes versus 27,3% dos controles, resultando em custos indiretos bem superiores, alcançando US$17.766 por ano de acordo com o estudo.

Perda de foco, cansaço extremo, dor física e incertezas frequentes fazem parte da rotina de quem lida com DII. Estudos como o WORK-IBD, publicados no Inflammatory Bowel Diseases Journal, mostram que 53% dos pacientes empregados relataram algum grau de perda de produtividade anual, com custos diretos e indiretos consideráveis.

Quando ignoramos sintomas invisíveis, podemos perder pessoas valiosas.

Sinais de alerta presentes no ambiente corporativo

Em nossa experiência, muitos gestores relatam dificuldade em identificar o que está interferindo no rendimento dos times. Fique atento a alguns sinais entre seus funcionários:

  • Queixas frequentes de dores abdominais ou mal-estar gástrico;
  • Solicitação repetidas de dispensa médica sem motivo claro;
  • Mudanças no humor, ansiedade e quadros de irritabilidade;
  • Queda de rendimento mesmo entre profissionais geralmente dedicados;
  • Busca constante por banheiros, atrasos pequenos e recorrentes.

Nossa atuação na MED7 Telemedicina mostra como a abordagem empática, aliada à análise de Saúde Ocupacional, permite rastrear esses sinais sem expor o colaborador a constrangimentos.

Medidas para apoiar funcionários com DII

Garantir políticas de apoio e flexibilidade faz toda diferença. Pequenas adaptações, quando supervisionadas por gestores atentos e uma plataforma de telemedicina integrada, mudam o ambiente e ajudam no engajamento do colaborador.

Listamos práticas que já transformaram rotinas em empresas que atendemos:

  • Flexibilidade de horários: Permitir ajustes pontuais, evitar reuniões muito longas e respeitar pausas necessárias.
  • Adaptação do espaço físico: Fácil acesso a banheiros, rotinas sem constrangimento para ausências rápidas.
  • Política de home office ou híbrido: Sempre que viável, oferecer possibilidade de trabalho remoto, pelo menos nos dias mais críticos.
  • Acesso a diagnóstico e acompanhamento: Disponibilização de telemedicina e apoio psicológico sem barreiras burocráticas. Aqui, plataformas como a nossa demonstram valor real ao RH e ao gestor.
  • Treinamento de lideranças: Capacitar líderes e equipes para detectar mudanças de comportamento e lidar com questões delicadas sem preconceito.

A cultura da escuta aberta contribui para diminuir o preconceito e aumentar o suporte entre colaboradores e gestão.

Compliance, dados e a saúde ocupacional

Mesmo para empresas menores, a era do “benefício” isolado já não faz sentido. O foco agora precisa estar também no compliance, conforme a NR-1, que exige que riscos psicossociais sejam mapeados, relatados e tratados com transparência e ética.

No contexto do GRO/PGR, a adoção de ferramentas que integrem telemedicina, psicologia e dashboards de evidências para compliance, como oferecemos na MED7 Telemedicina, ajuda empresas a demonstrar que os riscos são acompanhados e as ações, monitoradas.

Recursos assim podem ser decisivos para melhorar também resultados de marca empregadora, engajamento e transparência na gestão, pontos destacados nos debates atuais de gestão de benefícios.

O papel do gestor na criação de ambientes saudáveis

Sabemos que liderar exige escolhas difíceis, mas promover saúde inclusão e respeito sempre resulta em melhores ambientes de trabalho. Nossa experiência mostra que o gestor pode criar mudanças reais e sustentáveis, principalmente quando conta com apoio prático e soluções integradas.

  • Monitoramento digital do bem-estar e feedback estruturado;
  • Ações de conscientização e campanhas;
  • Combinação de consultas médicas, apoio psicológico e relatórios para decisões assertivas.

Se você quer saber mais sobre nossos planos com assistência 24h, relatórios automatizados e gestão de riscos regulatórios, conheça nossa solução integrada para empresas de todos os portes em nosso site para planos corporativos.

Transforme a saúde da sua empresa e reduza riscos, presentes e ausências silenciosas. Queremos construir um ambiente mais saudável junto com você.

Para mais informações sobre telemedicina no ambiente empresarial, visite nossa seção de conteúdos sobre telemedicina. Veja também reflexões sobre produtividade e saúde no trabalho.

Perguntas frequentes

O que são doenças inflamatórias intestinais?

As doenças inflamatórias intestinais (DII) são condições crônicas que causam inflamação do trato digestivo, principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Elas provocam sintomas como dor abdominal, diarreia e fadiga, afetando o dia a dia.

Quais os sintomas mais comuns dessas doenças?

Entre os sintomas recorrentes estão dores abdominais, diarreia frequente, perda de peso, sangue nas fezes e cansaço excessivo. Em alguns casos, o desconforto psicológico e a ansiedade também aparecem em função da imprevisibilidade da doença.

Como as DII afetam o trabalho diário?

O impacto acontece de várias formas: faltas recorrentes, presença reduzida (presenteísmo), perda de foco, menor rendimento e necessidade de adaptações constantes são consequências comuns das DII no ambiente de trabalho.

Quais adaptações podem ajudar funcionários com DII?

Ações como horários flexíveis, home office nos dias críticos, facilidades para usar banheiros e o acesso a consultas médicas e suporte psicológico remoto podem facilitar a rotina. Treinamentos de equipes e sensibilização também contribuem.

Onde buscar apoio no ambiente de trabalho?

O ideal é que o funcionário busque o RH, gestores ou canais de bem-estar da empresa. Soluções como a plataforma da MED7 Telemedicina oferecem acompanhamento médico, psicologia e monitoramento contínuo sem barreiras de acesso ou exposição indevida da condição.

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